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Programas – de 30 de maio a 7 de junho

Programas – de 30 de maio a 7 de junho

*Massacre. O mundo não se conforma e não permite a naturalização do genocídio perpetrado em Gaza pelas forças militares do estado de Israel. As notícias se multiplicam, sombrias. A área do campo de refugiados de Jaballya, diz a Defesa Civil palestina, ficou praticamente inacessível às suas equipes, nas últimas semanas, em Rafah, apesar de ter recebido repetidos pedidos de ajuda dos cidadãos que estavam na cidade dos refugiados.

*Enquanto isso, o número de mortos em Gaza, relatado pelas instituições de socorro da ONU, continua a aumentar e autoridades do território palestino estimam que 13 mil pessoas estejam desaparecidas, aparentemente sumidas sem deixar rastro.

*Ontem e hoje, dia 30 de maio, em Rafah e no resto da Faixa de Gaza, bombardeamentos incessantes, dia e noite, é o que informa o grupo europeu EuroPalestina, composto de cidadãos e cidadãs das mais diversas nacionalidades. Em 24 horas do 236º dia de ataques, pelo menos 75 mortos e 284 feridos. Como de hábito sinistro, a maioria é de crianças entre as vítimas da selvageria.

*Introdução ao artigo Sobre a arrogância dos “povos escolhidos”, do professor José Luís Fiori: “A idéia da “escolha divina” – tão típica de Israel e dos EUA, mas que vai além – demoniza, humilha e exclui os que pensam diferente. Ela se repete em todos os momentos em que a humanidade “perde o horizonte”, como neste início do século XXI”. O texto completo está no site Outras Palavras.

*Livros também de autoria de Fiori: O Poder global e a nova geopolítica das nações e História, estratégia e desenvolvimento, ambos da Editora Boitempo, e Sobre a Guerra, Editora Vozes Petrópolis.

*O programa é continuar enviando doações aos desabrigados e desalojados, aos resgatados, aos desempregados e a todos os que se encontram desnorteados, no Rio Grande do Sul, vítimas não só climáticas, mas também do descaso do governo estadual e de administrações municipais, como a da capital, Porto Alegre, de uma arrogância ímpar. Para as centenas de animais sobreviventes das inundações, nesse estado de vastas zonas rurais, doar produtos, agasalhos e ração é uma ação importante: [email protected] e [email protected].

*Revolução Russa – O povo pede passagem, do professor Fernando Horta, é um livro que procura recontar um processo que mudou não só um país, mas todo o mundo. “Os bolcheviques serviram como indicadores de possíveis caminhos. Mas a massa por diversas vezes não os seguiu. Em outras, tomou-lhes a frente. A Revolução de Outubro pertence, portanto, ao povo russo”, lembra a apresentação do volume. O autor é graduado em história pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e mestre e doutor em relações internacionais pela Universidade de Brasília (Editora Alameda).

*Estréia no próximo dia 4 de julho, trazendo um currículo alentado, o filme A Flor do Buriti, exibido em centenas de festivais ao redor do mundo, como anuncia sua produção, e vencedor de 14 prêmios. Entre eles o prêmio coletivo para Melhor Elenco na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes. O longa-metragem é de autoria de João Salaviza e Renée Nader Messora e retrata a luta pela terra dos Krahô, no norte do Tocantins, registrando a vida dessa comunidade indígena nos últimos cem anos. Mostra, inclusive, um massacre, em 1940, perpetrado por dois fazendeiros da região onde morreram dezenas de pessoas.

*Programa diferente em São Paulo: debate, dia 5 de junho, com base em quatro livros de contos escritos por autores e autoras locais e ambientados em bairros, medinas e praças de cidades milenares – Marrakech, Beirute, Bagdá e Teerã –, cada uma com seu lado sombrio. A professora Bianca Tavolari, a tradutora Jemima Alvez e a pesquisadora Karime Cheaito terão a mediação de Felipe Benjamin. Os volumes são da Coleção Noir, da Editora Tabla. O encontro é na livraria Martins Fontes Paulista, Avenida Paulista, 509 – Bela Vista, São Paulo. Às 19h30.

*Quatro filmes nacionais recentes com o tema da saúde mental, depressão e da ansiedade que se espalha atualmente, trazem reflexão sobre o assunto. São eles: As Linhas da Minha Mão, de João Dumans, lançado no último mês de abril;A Metade de Nós, de Flavio Botelho, estreando esta semana; Ninguém sai vivo Daqui, de André Ristum, em cartaz dia 11 de julho e, dia 12 de setembro, Meu Casulo de Drywall, de Caroline Fioratti.

*Anunciada a pré estréia do filme Bandida – A Número Um na quadra da Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na semana de 20 de junho, quando estreia nos cinemas. O filme, uma ficção, é de João Wainer e é baseado no romance A Número Um, de Raquel de Oliveira. Sua trama acompanha a trajetória de Rebeca (nome da personagem inspirada na própria Raquel), vendida aos nove anos pela avó, ao bicheiro que comandava o morro. Anos mais tarde, imersa em um mundo de corrupção e violência, ela assume o bando e toma o posto de número um do tráfico de drogas na favela. Programa importante.

*Outro cartaz cinematográfico imperdível: A Festa de Léo, primeiro filme do grupo Nós do Morro que chega aos cinemas esta semana. É um longa-metragem premiado no XV FESTin, em Lisboa, rodado no Vidigal, no Rio de Janeiro, e seu elenco é todo de moradores no local. Dirigido por Luciana Bezerra e Gustavo Melo.

*O mais recente filme da famosa diretora italiana Liliana Cavani estreia nos cinemas no próximo dia 13 deste mês. Título: A Ordem do Tempo. Nele, os personagens repensam suas vidas enquanto vêem a destruição da Terra. Liliana tem, hoje, 91 anos e faz parte da brilhante geração italiana de Pasolini, Lina Wertmüller, Bellochio, Bertolucci. Para relembrar: alguns dos seus filmes são O porteiro da noite e O Retorno do Talentoso Ripley.

*”As esquerdas brasileiras precisam refundar as suas bases”, diz um alerta no livro Desafios das esquerdas brasileiras pós-2018, do psicólogo André Rodrigues Bessa, também autor do volume Existe Felicidade no Mundo Capitalista? Vivendo em uma sociedade de consumo,publicado em 2019 pela Editora Chiado Books, no Brasil e em Portugal.

*O professor Bessa, especialista em Terapia Comportamental, arremata: “As esquerdas precisam promover constan­tes debates com a participação ativa de todas as minorias oprimidas, e aproxi­mar a juventude da militância política radical e revolucionária para que estes jovens não sejam capturados pelo dis­curso neoliberal e neofascista que hoje comanda setores importantes do Brasil”.

*Pabllo Vittar, 30 anos, é uma das estrelas da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, na Av. Paulista, São Paulo, no próximo domingo.

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