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A guerra, a violência e o crime

A guerra, a violência e o crime

Na Europa, são vários os conflitos em andamento a contradizer as mensagens de paz emitidas pelos governos e organizações internacionais. Berço da civilização ocidental, esse continente tem sido também, no decorrer da história, o palco sangrento dos mais encarniçados conflitos. A guerra entre Israel e a Palestina, de enorme brutalidade e que já apresenta o saldo de milhares de mortos e mais promete, é apenas a última das tragédias num mundo conflagrado

A paz não é o desejo dos homens e sim a guerra, a violência e o crime. É o que parecem nos dizer os acontecimentos do mundo, na Europa e também no Brasil. Desde a guerra da Ucrânia aos conflitos europeus e no Oriente Médio ao domínio das principais cidades brasileiras pelos bandos armados, tudo conspira para impor a distopia e a desesperança. A guerra entre Israel e a Palestina, de enorme brutalidade e que já apresenta o saldo de milhares de mortos e mais promete, é apenas a última das tragédias num mundo conflagrado.

Na Europa, são vários os conflitos em andamento a contradizer as mensagens de paz emitidas pelos governos e organizações internacionais. Berço da civilização ocidental, esse continente tem sido também, no decorrer da história, o palco sangrento dos mais encarniçados conflitos. Os mais lembrados entre tantos são a Guerra dos Cem Anos, entre a Inglaterra e a França na Idade Média, a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, todas escritas com sangue e iniciais maiúsculas. Se fossemos levantar os mais violentos conflitos desde a Antiguidade não haveria espaço neste texto.

E continuam a ocorrer as tensões e os conflitos. Em diferentes regiões. Além da midiática e sangrenta guerra que se desenvolve entre a Rússia e a Ucrânia e que já provocou milhares de mortos e deslocação de populações, as tensões étnicas e territoriais na região do Cáucaso ameaçam explodir entre a Geórgia, a Rússia e a separatista Ossétia do Sul. Na Península dos Balcãs, o confronto entre a Sérvia e o Kosovo, que vem amadurecendo desde 2008, quando o Kosovo se separou da Sérvia, é outro estopim esperando qualquer fagulha para ser aceso.

Rússia e OTAN

A Rússia considera a expansão da OTAN em direção da Europa Oriental uma provocação e uma ameaça a sua segurança. A anexação da Crimeia em 2014 e a própria invasão da Ucrânia são consequências dessa crise.

Como pano de fundo desse cenário existe a expansão do populismo e do exacerbado nacionalismo promovido pelos partidos e governos de direita. São eles que têm explorado os problemas das migrações e as questões econômicas e culturais, acirrando as divisões internas que os beneficiam eleitoralmente.

Na Irlanda do Norte, embora tenha sido negociado um acordo de paz em 1998, as contradições entre as facções unionistas e nacionalistas trazem consigo as condições para a explosão da violência.

Entre a Armênia e o Azerbaijão há uma disputa que afasta a possibilidade de paz no sul do Cáucaso. O foco do conflito é a região de Nagorno-Karabakh, uma área montanhosa habitada principalmente por armênios, mas que pertenceria ao Azerbaijão desde que foi anexada em 1920 à República Soviética do Azerbaijão. Com o colapso da União Soviética, em 1991, os armênios de Nagorno-Karabakh declararam a região independente, o que não foi reconhecido pelo Azerbaijão, que declarou guerra aos separatistas. Em 1994, depois da morte de cerca de 30 mil pessoas, foi assinado um cessar-fogo várias vezes violado desde então.

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A região de Nagorno Karabakh tem 95 por cento da sua população formada por armênios cristãos, e o Azerbaijão é um país mulçumano, o que traz também a questão religiosa para aumentar as tensões. O conflito já deixou milhares de mortos e um saldo de destruição.

Genocídio

O povo armênio carrega em sua memória coletiva o genocídio que sofreu entre 1915 e 1923, praticado pelos turcos que se negam a reconhecer o que aconteceu. É, no entanto, um fato histórico considerado um dos piores crimes contra a humanidade já praticados. Quase dois milhões de armênios foram massacrados, o que equivale a 60 por cento da população armênia da época.

As causas do genocídio como sempre são complexas e nelas se interligam fatores históricos, étnicos e religiosos. Os armênios são uma população cristã, representavam uma minoria no Império Otomano e eram vistos como uma ameaça à identidade islâmica do Império.

O genocídio armênio foi um dos primeiros do século XX e serviu de inspiração para o Holocausto.

Homicídios

Com uma média de mais de 50 mil crimes de morte por ano, o Brasil tem ocupado um lugar de destaque na lista dos países mais violentos, seguido pelo México, com uma média de 30 mil homicídios por ano. Com uma taxa de homicídios relativamente menor quando comparado com o Brasil e o México, os Estados Unidos, com 17 mil homicídios anuais, é logo seguido pela África do Sul com cerca de 20 mil casos por ano. Nesta triste estatística, a Rússia se apresenta com 13 mil crimes de morte por ano. As principais causas são a criminalidade organizada e a violência doméstica.

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes calcula que em 2017 ocorreram perto de 500 mil homicídios em todo o mundo. Mas deve ser muito mais. Não está computado, claro, o número de mortes em guerras que estão a ocorrer em cada um dos cinco continentes.

*Imagem em destaque: Reprodução/Libertinus

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