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‘Pedi ao Papa ajuda para retirar garimpeiros ilegais das terras do meu povo’, diz líder Yanomami

‘Pedi ao Papa ajuda para retirar garimpeiros ilegais das terras do meu povo’, diz líder Yanomami

Um líder do povo Yanomami do Brasil se encontrou com o Papa Francisco nesta quarta-feira para pedir-lhe que apoiasse os esforços do presidente Lula para salvar seu povo indígena. Os Yanomami, cujo número é estimado em cerca de 28.000 pessoas, vivem na maior reserva indígena do Brasil, nos estados de Roraima e Amazonas, no norte do país. A invasão de suas terras por garimpeiros ilegais tem causado desnutrição e mortes.  “Pedi ao papa que apoiasse o governo Lula, porque Lula precisa de amigos. Ele não conseguirá fazer isso sozinho. Há muitas pessoas ao redor dele, políticos que não querem que ele resolva”, disse Davi Kopenawa aos repórteres. “O papa disse que vai conversar com ele”, segundo a agência Reuters.

O britânico Independent também noticiou a visita do líder Yanomami ao Papa e pediu que apoie o presidente Lula na reversão dos danos à Amazônia. Davi Kopenawa, que usava um cocar tradicional de penas e contas, disse aos repórteres que entregou a Francisco uma carta expondo as preocupações dos Yanomami.

O Vatican News também noticiou a visita e informou que o representante indígena, em entrevista à Rádio Vaticano, destacou que durante a conversa com o Pontífice, pediu ajuda para a retirada dos garimpeiros do território Yanomami. Nos últimos dias, o representante Yanomami Davi Kopenawa percorreu diversas cidades italianas, empenhado em despertar a consciência para as realidades enfrentadas pelos povos indígenas e a urgente necessidade de preservação da natureza. “Gostei muito quando ele abriu a porta para mim. Foi muito importante para o que eu queria. Eu tinha vontade de encontrá-lo, vontade de pegar na mão dele, como se fosse um amigo, amigo do povo indígena, do meu povo indígena yanomami-yakoana do Brasil. Foi muito ótimo.” Ao falar sobre sua passagem por Roma, o líder indígena afirma que veio para falar com o Papa sobre a situação do povo Yanomami, e acrescenta: “Pedi a ele que retirasse os garimpeiros ilegais das terras do meu povo este ano”.

A agência espanhola EFE traz vídeo com o líder Yanomami.

LULA / MUSK

Luiz Inácio Lula da Silva colocou Elon Musk, dono da plataforma X, em seu devido lugar. Em seu jeito coloquial de falar, sem perder a calma, o presidente disse na terça-feira que alguns “milionários” estrangeiros terão de se “adaptar” às regras brasileiras. Musk, que ele não citou nominalmente, “vai ter que aprender a viver aqui”. A declaração foi uma resposta aos insultos com que o empresário sul-africano, naturalizado estadunidense, se referiu ao sistema judiciário brasileiro por ter removido mensagens em que apoiadores de Jair Bolsonaro instigavam um golpe de Estado e a prática de outros crimes. Desafiando o Supremo Tribunal Federal, Musk ameaçou colocar no ar perfis subversivos, como o de um blogueiro, popular entre as tribos negacionistas e extremistas, contra o qual foi emitido um mandado de prisão. As declarações de Lula no Palácio do Planalto foram precedidas pelas do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que disse que desde o último sábado, quando começou o ataque de Musk, houve um “ataque inadmissível contra o Supremo Tribunal Federal e a própria soberania brasileira”. A reportagem publicada nesta quarta-feira pelo argentino Página 12, refere-se a declarações de Lula e Padilha dadas na terça-feira.

PETROBRAS

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, permanecerá no cargo por enquanto, já que a pressão para tirá-lo da estatal brasileira de petróleo diminuiu, disseram duas fontes familiarizadas com a situação à Reuters nesta quarta-feira. A confirmação de que Prates permanecerá no cargo por enquanto vem depois de quase uma semana de especulações, com pessoas próximas ao assunto afirmando que era improvável que ele sobrevivesse à semana. Prates, que já foi senador, conseguiu o apoio de seus ex-colegas na Câmara para permanecer no cargo, disse uma terceira fonte.

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ARGENTINO / BOLSONARO

Uma investigação da Polícia Federal do Brasil, à qual o CLIP e o ICL Notícias tiveram acesso, alega que o consultor político argentino Fernando Cerimedo teria agido em coordenação com alguns dos principais assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro e oficiais militares brasileiros para atacar o sistema eleitoral e fazer falsas acusações de fraude na eleição presidencial de 2022. Os mesmos arquivos utilizados por Cerimedo para embasar as acusações que fez em uma transmissão ao vivo no YouTube após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva serviram de base para outras contestações dos aliados de Bolsonaro, incluindo uma denúncia apresentada por seu partido ao Tribunal Eleitoral, informa o site do jornal uruguaio La Diaria.

PUTIN

“Lula abre caminho para Putin participar do G20 no Brasil”, noticia o espanhol El Mondo e afirma que o presidente russo enfrenta mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI).

VISTO

O governo brasileiro prorrogou as isenções de visto de turista para cidadãos dos EUA, Austrália e Canadá até abril de 2025, estendendo um programa destinado a impulsionar o turismo que estava programado para terminar nesta quarta-feira, informa o britânico Independent.

DENGUE

Jornais e sites da América Latina trazem reportagens sobre a dengue. O Clarín  se estaca ao informar que um grupo de pesquisadores brasileiros anunciou na quarta-feira que implementou um método para combater o mosquito transmissor da dengue: eles estão usando o próprio inseto como um cavalo de Troia para espalhar um larvicida, em meio à pior epidemia dessa doença na história do país. A técnica, desenvolvida pelo laboratório público Instituto Fiocruz, consiste em um recipiente cheio de água no qual se coloca um pano impregnado com um larvicida que, embora não mate os mosquitos, mata as larvas nos criadouros.

ASSANGE

Assunto que interessa não apenas ao Brasil: O presidente Joe Biden disse na quarta-feira que estava considerando o pedido da Austrália para desistir da acusação contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que divulgou uma grande quantidade de documentos confidenciais dos EUA e está lutando contra a extradição para os Estados Unidos. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, que há muito tempo se opõe à detenção do fundador do Wikileaks, apoiou em fevereiro uma moção parlamentar pedindo o retorno de Assange, cidadão australiano, à Austrália. A informação é da Reuters. “Estamos considerando a possibilidade”, disse Biden a um repórter que perguntou se ele tinha uma resposta para o pedido da Austrália de encerrar a acusação de Assange. Barry Pollack, advogado de Assange, considerou os comentários de Biden encorajadores. Três semanas antes, Pollack havia dito que a equipe jurídica de Assange não via nenhuma indicação, abre nova aba, de resolução das acusações dos EUA contra ele, noticia a Reuters.

Na imagem, Papa Francisco recebe no Vaticano o líder e porta-voz do povo Yanomami, Davi Kopenawa / Vatican Media

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