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NYT vê conflito em metas do Brasil: Proteger a Amazônia e extrair mais petróleo

NYT vê conflito em metas do Brasil: Proteger a Amazônia e extrair mais petróleo

O New York Times traz hoje reportagem sobre o que considera uma contradição: proteger a Amazônia e extrair muito mais petróleo. Diz o jornal que a estatal Petrobras poderá, em breve, ser a terceira maior produtora de petróleo do mundo, em forte contraste com as promessas do país de combater as mudanças climáticas e desacelerar a destruição da Amazônia. A Petrobras está planejando um aumento tão rápido na produção de petróleo que poderá se tornar a terceira maior produtora do mundo até 2030, uma transformação que seu presidente, Jean Paul Prates, acredita que poderá desempenhar um papel na redução da pobreza. Isso, mesmo quando seu país se posiciona como líder na luta contra a mudança climática que, obviamente, é impulsionada principalmente pela queima de petróleo e outros combustíveis fósseis.

O NYT afirma ainda que a Petrobras já bombeia por ano a mesma quantidade de petróleo bruto que a ExxonMobil. Trata-se de uma situação difícil para o presidente Lula, que se tornou o líder mundial mais proeminente em questões climáticas. Lula passou a acreditar, nos últimos anos, que as mudanças climáticas são um dos principais motores da pobreza e da desigualdade –temas que ele passou sua carreira política de décadas prometendo erradicar. Por mais contraditório que isso possa parecer, é justo, disse Jean Paul Prates, o presidente da Petrobras.

O texto, assinado por Max Bearak (repórter do NYT que cobre energia e clima), traz entrevistas com Prates e Ana Toni, Secretária Nacional de Mudanças do Clima. “Mesmo que o Brasil pare de produzir petróleo amanhã”, disse Toni, “os EUA, a Rússia e outros não vão parar”.

PETROBRAS / POLÊMICA

A Reuters publica análise opinativa sobre a questão do não pagamento dos dividendos extraordinários pela Petrobras. Segundo o texto, o caso pode ter mudado o equilíbrio entre o presidente da empresa e o ministro da energia que controla seu conselho. O presidente Jean Paul Prates viu sua proposta de dividendos extraordinários ser rejeitada na quinta-feira passada, bloqueada pelos membros do conselho nomeados pelo governo. No dia seguinte, as ações da Petrobras despencaram mais de 10%. O episódio fez soar o alarme no mercado sobre os riscos políticos para a maior empresa petrolífera da América Latina, que estava sobrecarregada com dívidas pesadas, investimentos improdutivos e escândalos de corrupção quando o Partido dos Trabalhadores do presidente Lula esteve no poder pela última vez, há uma década. Prates avisou Lula em uma reunião no início da semana passada que a retenção dos dividendos seria um desastre, prejudicando a confiança dos acionistas minoritários, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com o assunto. O texto é assinado por Lisandra Paraguassu, de Brasília, e Rodrigo Viga Gaier, do Rio, cobre a Petrobras há anos na agência

LULA / DOCUMENTÁRIO

O jornal uruguaio Observador informa que o cineasta Oliver Stone concluiu um documentário sobre Lula. Traz informações sobre a prisão do presidente e sua volta ao poder.  Trata-se de uma reprodução da agência APF.

BOAVENTURA / 3ª GUERRA

O Centro Latino-Americano de Análise Estratégica traz entrevista com Boaventura de Sousa Santos em que ele falou sobre os riscos de uma Terceira Guerra Mundial, sobre a hipocrisia levada ao extremo em torno de figuras como o russo Vladimir Putin versus Benjamin Netanyahu e sobre a constante duplicidade de padrões da mídia hegemônica na definição de democracia e autocracias. Ele também falou sobre os BRICS, a China, o tenso mapa geopolítico no ritmo das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, e o novo presidente argentino Javier Milei, entre outros tópicos.

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POBREZA /REDUÇÃO

O Guardião, jornal de Luanda, dedica reportagem à redução da pobreza no Brasil. Informa que a fome foi reduzida de 33 milhões para 20 milhões, segundo estudo.

MACRON / BRASIL

O presidente da França, Emmanuel Macron, visitará o Brasil de 26 a 28 de março. A visita ocorre no momento em que a União Europeia luta para concluir um acordo comercial com o bloco sul-americano de países do Mercosul. A França é o país da UE que mais se opõe ao acordo, tornando improvável um progresso significativo na viagem de Macron – embora se espere que ele leve uma grande delegação empresarial, segundo o site em inglês Político.

UNIÃO EUROPEIA / FLORESTAS

O chefe da política ambiental da União Europeia fará uma turnê pela América do Sul nesta semana, em uma tentativa de aliviar as fortes críticas da região em relação a uma lei da UE que proibirá a importação de produtos ligados à destruição de florestas. A partir do final de dezembro, a UE exigirá que os importadores de soja, carne bovina, café, óleo de palma e outras commodities forneçam provas de que sua cadeia de suprimentos não causa desmatamento. O desmatamento alimenta as mudanças climáticas e é a maior fonte de emissões de gases de efeito estufa nos países amazônicos. As florestas ajudam a conter o aquecimento global porque suas árvores absorvem grandes quantidades de dióxido de carbono. Países como o Brasil e a Malásia criticaram a lei da UE, que, segundo eles, impõe barreiras comerciais e custos adicionais às suas economias, além de ser protecionista. “Isso trará mudanças em comparação com a forma como negociávamos no passado. Minha intenção é responder, acalmar, quaisquer temores sobre as possíveis consequências”, disse o Comissário de Meio Ambiente da UE, Virginijus Sinkevicius, nesta quarta-feira, conforme noticiou a Reuters. Paraguai, Bolívia e Equador, que Sinkevicius visitará esta semana, estavam entre os países que assinaram uma declaração na Organização Mundial do Comércio no mês passado, criticando as políticas verdes que alteram o comércio. (Reuters)

DÍVIDA DOS ESTADOS

O ministério da Fazenda do Brasil deve apresentar uma proposta sobre o serviço da dívida dos estados que represente um meio-termo no debate sobre pedidos de redução dos encargos, disse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, nesta quarta-feira. De acordo com o governador, os estoques de dívidas regionais estão crescendo mais rapidamente do que a economia e a expansão da receita dos estados, criando uma “dívida impagável”. Falando aos repórteres após uma reunião com o ministro Fernando Haddad, Freitas disse que a proposta será apresentada ao presidente Lula na próxima semana e discutida com os governadores após o sinal verde presidencial, segundo a Reuters.

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