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Programas – de 23 a 31 de maio

Programas – de 23 a 31 de maio

*Do Presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, em discurso no Congresso do seu país: “O primeiro-ministro de Israel continua a fazer ouvidos moucos, continua a bombardear hospitais e escolas, continua punindo mais de um milhão de meninos e meninas inocentes. O primeiro-ministro Netanyahu não tem um projeto de paz para a Palestina”.

*A Alemanha já avisou: se Netanyahu pisar no país será preso. Segundo Steffen Hebestreit, porta-voz do chanceler alemão Olaf Scholz, a Alemanha cumprirá um eventual mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense caso este seja emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) e o premiê entre em território alemão. “Claro. Sim, cumprimos a lei”, disse Hebestreit.

*Relembrando: Espanha, Noruega e Irlanda reconhecerão a Palestina como Estado soberano no dia 28 próximo.

*Filmes, vídeos e livros sobre a questão palestina e o genocídio que se perpetua, não apenas na Faixa de Gaza, mas também com o acirramento das perseguições aos palestinos que vivem na Cisjordânia, encontram-se disponíveis, no Brasil, no site da Rede Universitária de Solidariedade ao Povo Palestino, de Brasília. Os filmes, aqui; os vídeos, aqui, e os livros, aqui.

*”O trabalho de base dos movimentos sociais atendem e chegam onde o estado não consegue chegar, seja por dificuldade ou por desinteresse”, constata Fernando Campos Costa, um dos responsáveis pela Cozinha Solidária do MTST em Azenha, bairro de Porto Alegre, que distribui, diariamente, mais de três mil marmitas à população desabrigada.

*Para quem tiver condições de enviar ajuda ao RGS: o programa é não parar de doar para as vítimas das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, resultado do descaso do governo estadual na prevenção de eventos climáticos já que estão constatadas e provadas a sua contribuição no agravamento das consequências do fenômeno. Os gaúchos precisam de cobertores, mantas, meias de lã, gorros, botas impermeáveis, e agasalhos para crianças e os mais de dois mil animais domésticos que se encontram em abrigos.

*No Festival de Cannes, o diretor Karim Aïnouz comenta que a luminosidade do Ceará e o gênero da pornochanchada foram duas das fontes de inspiração para filmar o seu Motel Destino que deve estrear no Brasil pouco antes do fim deste ano.

*Também de Cannes: Megalópolis, de Francis Coppola, de 85 anos, retratando a “falência americana” conforme avisa o release da produção, é um dos grandes sucessos do festival. Assim como Oh! Canadá, de Paul Schrader, 77 anos, autor de Jardim dos Desejos, com estreia nos cinemas brasileiros dia 30 próximo, e considerado pela crítica europeia como imperdível. Narra a culpa de um supremacista confrontado com seu passado. Ambos os cineastas da geração de ouro do cinema americano das décadas de 70/80.

*Detalhe: os espectadores que mais aplaudiram o doc Lula, de Oliver Stone, em Cannes, foram trabalhadores, funcionários do Festival de Cinema. “Um feito incomum”, observaram os organizadores do evento.

*Escrevendo Torto por Linhas Tortas é o irônico título do livro de crônicas do professor Samuel Aarão Reis que será lançado dia 5 de junho, no tradicional Café Lamas, no Rio de Janeiro. A partir das 18h. Antes, dia 1º de junho, lançamento no Zeca’s, em Paquetá, às 18h. Edição e fotografias do autor, coordenação de Tania Coelho e capa e diagramação de Marcia Azen.

*Após quase trinta anos, está em cartaz nos cinemas, em cópia restaurada, o clássico de Suzana Amaral, de 1985, A Hora da Estrela. O roteiro é da própria Clarice Lispector, autora do celebrado livro, em conjunto com a saudosa diretora do filme e com Alfredo Oroz. Clarice, escritora brasileira mais traduzida no mundo, narra a trajetória da modesta jovem nordestina Macabeia (interpretação inesquecível da atriz Marcelia Cartaxo) e do seu sonho de felicidade. Um filme imperdível.

*Nas livrarias, A Construção do Idiota: o processo de idiossubjetivação, de autoria do juiz e escritor Rubens Casara (Editora Da Vinci Livros). Retrata “aquele dirigente sindical homofóbico, aquele membro do movimento social racista, aquela pessoa que faz as coisas sempre a partir de cálculos simplórios e simplistas, visando lucro ou obtenção de vantagens pessoais”, observa o autor que aborda também mecanismos do atual estágio do capitalismo “para a construção do imaginário neoliberal, como o ódio ao saber, o negacionismo, o culto à ignorância”. Casara é autor de Bolsonaro: o mito e o sintoma (Editora Contracorrente), e de Contra a miséria neoliberal (Editora Autonomia Literária).

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*Por causa das enchentes que atingem o Rio Grande do Sul, o edital da Premiação Orlando Senna ao Curta-Metragem Brasileiro prorrogou as inscrições até 16 de julho. O primeiro colocado receberá 14 mil reais e o prêmio é pelo melhor trabalho de conclusão de curso em graduação de audiovisual, cinema, animação, artes digitais, cinema, rádio, TV, comunicação social e propaganda. Patrocinador: o Ministério da Cultura em parceria com a Fundação Delfim Mendes Silveira, Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual (Forcine) e com a Universidade Federal de Pelotas.

*Dez Anos de Guerras sem Fim é o título do livro do fotógrafo brasileiro Gabriel Chaim, um dos raros correspondentes de guerra que conseguiram cobrir as frentes de ataques das forças israelenses em Gaza. Chaim também acompanhou outra devastação, a da cidade de Mossul, no Iraque, e acredita, como disse em entrevistas, que “as guerras atuais subiram para um patamar nunca antes visto em matéria de crueldade”. Há também exposição de suas fotos no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. A renda das vendas do livro, na noite do lançamento, foram destinadas às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul (Editora Vento Leste)

*O filme Grande Sertão, de Guel Arraes(O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro) que também assina o roteiro com Jorge Furtado, teve pré-estreia, esta semana, no Cine Nova Brasília, no Complexo do Alemão. A sessão, gratuita, foi seguida de debates com os espectadores.

*A pré-estreia desse filme de Arraes deve ser exemplo a ser seguido por outras produções nacionais promovendo o lançamento de filmes em sessões gratuitas e em comunidades moradoras das favelas das cidades. Adaptação de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, estreia em circuito nacional de cinemas no dia 6 de junho.

*Mais um livro de Chico Buarque, Bambino a Roma, chega àslivrarias em agosto, com pré-venda no próximo mês. “É pequeno, menos páginas que os outros, e por isso não chamo de romance, mas de novela”, diz Chico. É especialmente autobiográfico. Nele, Chico narra uma parte da sua infância, na Itália, quando seu pai, Sergio Buarque de Holanda, foi convidado para a cátedra de Estudos Brasileiros na Universidade de Roma (Editora Cia das Letras).

*Chico se apresenta no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, dia 13 de junho, no show Chico Buarque: um Outro Olhar.

*Relançamento especial: Do clássico Herbert Marcuse, Um Ensaio sobre a Libertação, com nova tradução de Humberto do Amaral e primeiro volume da Coleção Grande Recusa. Para Marcuse, libertação é tornar-se livre da “coação da sociedade capitalista que a todos constrange com o objetivo primordial da acumulação de valor e suas conhecidas consequências” (Editora Politeia).

*O programa é refletir sobre a frase de Pepe Mujica: “Eu pertenço a uma geração que quis mudar o mundo. Fui esmagado, derrotado, pulverizado, mas continuo sonhando que vale a pena lutar”.

*Os universos do mundo acadêmico e do jornalismo independente estão perplexos e de luto com a morte súbita do estimado economista e jornalista Cesar Locatelli, que desde o ano passado cursava o doutorado no Programa de Economia Política Mundial da Universidade Federal do ABC (UFABC). Um dos últimos trabalhos de sua autoria foi o artigo Acumulação Primitiva e o Pesquisador.

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